Água do mar, ideal para voltar a respirar

Água do mar, Combate a infecções respiratórias

Desde há séculos que se tem empregado água do mar para curar ou melhorar os sintomas de infecções ou alergias das vias respiratórias e da garganta, obtendo resultados muito bem-sucedidos para eliminar bactérias, lubrificar e descongestionar.


Oceano de possibilidades


Nadar no mar e apreciar o som da água é, além de uma atividade de lazer ou de descanso, extremamente benéfico para a saúde de qualquer pessoa. Civilizações antigas como a egípcia e a grega sabiam que o contato com este meio é o ideal para aliviar sofrimentos na pele, estômago, intestinos, nervos e coração, assim como para ajudar no bom funcionamento do sistema respiratório.


Embora as primeiras referências do uso de água do mar como meio curativo remontam aos textos do médico grego Hipócrates (460 a 355 antes de nossa era), seus benefícios foram reconsiderados até muito tarde, graças a René Quinton.


O fisiologista foi vítima de grave tuberculose (doença dos pulmões, que se manifesta com tosse, febre, fadiga, perda de peso e dificuldade para respirar) que diezmaba suas forças, e isso foi desculpa para que um amigo seu lhe fornecesse um texto de Platão (filósofo grego que viveu entre o ano de 428 e 348 antes de nossa era), em que o pensador clássico narra que tinha um problema respiratório e que, por esse motivo, vários sacerdotes egípcios submeteram-se a uma “cura marina”, que consistia em estar em contato com o mar e beber as suas águas previamente tratadas.


Quinton aplicou estes procedimentos em sua pessoa e conseguiu curar em pouco tempo. Entusiasmado, intensificou seus estudos sobre o assunto e chegou à conclusão de que a água do mar, além de ser o local onde se originou a vida, tem uma composição semelhante ao sangue animal e humana.


Sendo assim, chegou à perigosa conclusão de que o sangue é um “mar interno” que permite a vida e, mais ainda, que o plasma sanguíneo pode ser substituído por água marinha devidamente tratada, convertendo-se em medicina potencial contra doenças diversas. A resistência para suas idéias foi óbvia, assim que teve que recorrer a demonstrações decisivas para defender seus postulados. As conclusões destes trabalhos foram publicados em 1904, sob o título A água do mar: meio orgânico.


O desejo de alargar o seu conhecimento que levou o médico a criar, três anos depois, clínicas ou “dispensários marinhos”, em que se concediam múltiplos sofrimentos com sucesso. Apesar disso, uma série de fatos fizeram com que tão original recurso fora parcialmente abandonado: generalizou-se o uso de penicilina para combater infecções, os procedimentos para registrar a solução de água marinha, como medicamento foram muito lentos e, acima de tudo, porque o criador e idealizador principal desta terapia faleceu em 1925.


Hoje em dia muitos otorrinolaringólogos consideram ferramenta eficaz no tratamento contra problemas na garganta, ouvidos e nariz, devido às propriedades que demonstrou em várias ocasiões e que são garantidas por diferentes organismos médicos.


Nova onda


O uso da água oceânica voltou a atrair o interesse de muitas pessoas, principalmente daquelas que buscam alternativas não agressivas para o organismo. Por exemplo, os banhos com água do mar (talassoterapia) são muito empregados em spas e centros de beleza, já que ajudam a diminuir a ansiedade e o estresse, sem esquecer que relaxam os músculos e fornecem nutrientes para a pele.


Além disso, o estritamente médico contamos em nossos dias, com dois produtos empregados como auxiliares na terapia contra a doença:



  • O Plasma de Quinton. Solução tradicional ou isotónica que possui uma concentração de sais de 9 gramas por litro.

  • Duplase de Quinton. Também chamada hipertónica, têm uma concentração de 21 gramas de sais marinhos por litro.

A legislação europeia, que é a mais detalhada a respeito, estabelece que nenhum destes produtos deve ser injectado (via subcutânea), e de momento apenas autoriza o seu consumo como bebida e complemento alimentar (são comercializados em frasquitos de 10 mililitros), sobre a pele (solução) ou para melhorar a saúde das vias respiratórias (spray).


Para cumprir com as medidas sanitárias, a água do maré extraído da mesma área que observou em seu dia René Quinton, ou seja, a 30 metros abaixo da superfície e 10 sobre o leito marinho, já que lá é mais pura. Antes de ser embalado, o produto se esteriliza em frio, para que não perca as propriedades, é filtrada e, por último, devido a que a concentração natural de sais é de 30 gramas por litro, é diluído com água destilada até obter a graduação correta.


A lista de doenças que a água do mar atua como auxiliar é tão ampla quanto surpreendente, pois se atribui a capacidade de ajudar a corrigir problemas de próstata (glândula do aparelho reprodutor masculino), lesões na pele geradas por queimaduras, picadas ou psoríase (inflamação e inchaço da pele, que adquire aspecto avermelhado e coberto de escamas), artrite, gengivite, problemas gastrointestinais (diarreia, infecções no estômago e intestino), fadiga, doenças de rins e distúrbios alimentares entre outros. Só não é aconselhável o seu consumo em pessoas que têm é proibido ingerir sal.


A razão por que um único produto é capaz de aliviar tantos problemas, dizem os defensores do plasma de Quinton, reside no fato de que a mistura de ingredientes que existem na água do mar favorece a ótima circulação e renovação de líquidos a nível celular, fato que foi identificado como a origem de todo tipo de sofrimentos e o que diminui de forma natural, na medida em que envelhecemos (por isso as pessoas da terceira idade adoecem mais frequentemente, de acordo com esta teoria).


Brisa marinha


É notável que a respiração é muito mais simples e agradável quando nos encontramos perto do mar. Isto se deve, em boa medida, a atmosfera e a altura são mais amigáveis do que em uma cidade, mas também poderia ter a sua origem nas propriedades salinas do ambiente. Com efeito, a administração de água marinha em spray e, em ocasiões como bebida (cerca de 20 ou 30 minutos antes da refeição ou, pelo menos, uma hora e meia após a mesma), favorece amplamente o combate a doenças como:



  • Gripe e resfriado. Sofrimentos gerados por um vírus, que se apresentam em vias aéreas superiores (nariz e garganta).

  • Sinusite. Obstrução e a congestão dos seios nasais (cavidades nos ossos do crânio, que se conectam às fossas nasais).

  • A rinite alérgica. Irritação nasal que produz espirros, coceira, lacrimejamento, nariz entupido, secreções nasais abundantes e falta de olfato..

  • Faringite. Inflamação da faringe (área da garganta), que provoca dor e irritação.

  • Ressecamento nasal. Pode ser causado por outras doenças, como a rinite, ou por contaminação ambiental e fumar.

  • Otite. Inflamação dos ouvidos que se deve principalmente a uma infecção na garganta ou fossas nasais, que se estende para o sistema auditivo através de dutos (trompa de Eustáquio) que permitem a comunicação entre essas estruturas.

  • Bronquite. Doença dos brônquios ou estruturas internas dos pulmões. Deve ser vírus, bactérias, poluição, contaminação ou exposição à fumaça de charuto, a qual gera tosse, respiração silbosa (forma ruído de assobio) e cansaço. O uso de água marinha em spray aconselha-se, como mero auxiliar, tendo especialistas europeus, que preferem lidar com este problema via oral.

  • Asma. Obstrução do aparelho respiratório devido à inflamação dos canais que levam o ar aos pulmões, como consequência de exagerada sensibilidade ou alergia a alérgenos. Também costuma-se recomendar o uso de solução oral em seu tratamento.

Além de ativar a circulação de líquidos ao nível molecular, a água do mar em spray tem provado a sua eficácia para hidratar e limpar as fossas nasais (aqui: como usar as lavagens nasais com sulución salina) a parte alta da garganta e dos seios paranasais, em cujo interior encontram-se pequenos “cabelos” (cílios) que têm a função de “varrer” ou parar bactérias e outras partículas, arrastando a página para a faringe para que aí sejam expelidas. Desta forma, tem mostrado ser de grande utilidade em problemas de obstrução nasal, e até mesmo pode ser usado como preventivo na época do inverno, ou por aqueles que sofrem de alergia.


Cabe destacar que a água do mar pode ser usado juntamente com outros medicamentos, como antibióticos, e que, além de sal contém mais de 90 elementos químicos, entre os quais destacam-se três que lhe dão o seu prestígio de cura:



  • Cobre: tem efeito anti-inflamatório.

  • Manganês: ajuda a controlar as reações alérgicas.

  • Prata: elimina bactérias nocivas.

A aplicação de água marinha em spray é a maneira mais comum no México para aproximar esta terapia, e raramente tem efeitos secundários. Em particular, o uso de solução isotónica tradicional está livre de restrições, mas quando se utiliza o produto de maior concentração em sais (hipertônico) tem que ser usado com moderação para evitar a irritação das mucosas (tecido interno de garganta e fossas nasais).


O uso de água do mar deve ser monitorado pelo seu médico assistente (no caso de usar frasquitos para beber), otorrinolaringologista (ao aplicá-lo como spray) ou dermatologista (quando você utiliza a solução cutânea), a fim de obter assessoria e maiores benefícios.


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